“CASAS NÃO SÃO LUGARES. SÃO SENTIMENTOS.” NUVENS DAS FLORES, POR FELIPE ALMEIDA.
Por trás do projeto Nuvem das Flores, assinado pelo designer Felipe de Almeida, existe um pedido simples e profundamente humano: criar um apartamento que deixasse de parecer apartamento. Os clientes sonhavam com um espaço que transcendesse a formalidade, que tivesse “cara de casa”. Um lugar de aconchego, de pausas, de histórias. Um lar que refletisse quem eles são.

Foi a partir desse desejo que Felipe enxergou a oportunidade de romper com padrões e desenhar um loft com identidade própria. O imóvel, originalmente com 90 m², ganhou novos respiros e possibilidades ao ser ampliado para 115 m², com a criação de um mezanino. Mais do que metragem, o projeto ganhou camadas de afeto, de texturas e de luz.

O resultado é um lar vibrante e acolhedor, onde cada escolha carrega intenção. O piso de madeira contínuo, que percorre todos os ambientes, inclusive a cozinha, estabelece unidade e calor. O corrimão em ferro, com entalhes delicados, introduz um desenho quase artesanal ao espaço. Já o tecido que reveste a parede da sala cria uma atmosfera inesperada: macia aos olhos, confortável à sensação, profunda na leitura visual.

Nada é apenas estético. Tudo é sensorial.
A paleta de cores e materiais foi pensada para acolher. Tecidos aparecem não só nos estofados, mas também nas paredes, ampliando a sensação de conforto e envolvendo os ambientes numa espécie de abraço silencioso. Tapetes, mantas, cortinas e estofados constroem uma narrativa de suavidade, onde o morar se torna experiência.

A iluminação é parte central dessa história. O projeto luminotécnico foi desenhado para dialogar com a luz natural e, ao mesmo tempo, permitir múltiplos cenários ao longo do dia. Pontos de luz indireta, abajures distribuídos pela casa e pelas estantes criam focos suaves que valorizam texturas, objetos afetivos e cantos de pausa. A luz não invade. Ela convida.

“Criamos múltiplas camadas, tapetes macios, mantas convidativas, cortinas fluidas, que chamam o corpo para descansar”, conta Felipe. “A iluminação, pensada para ser quente e indireta, com abajures estrategicamente posicionados nas estantes, transformou o apartamento em um verdadeiro abraço.”

Mais do que seguir tendências, o designer parte de histórias. Sua inspiração vem da vida real, das memórias, dos rituais, dos desejos mais íntimos de quem vai habitar o espaço. A ideia de casa com cara de casa guiou todo o processo, como uma bússola sensível que orienta escolhas e revela caminhos.
Felipe defende que um lar deve ser um espelho emocional de quem o vive, um espaço capaz de provocar sensações, despertar pertencimento e guardar narrativas. Como ele costuma dizer: “Casas não são lugares. São sentimentos.”
Fotografia: Divulgação
Projeto: Felipe Almeida














