

Rosewood: design, arte e costumes brasileiros
Do piso ao teto, o Rosewood São Paulo é uma viagem ao design, arte e costumes brasileiros.
A história e a cultura do Brasil são celebradas em cada detalhe do primeiro hotel da rede no Hemisfério Sul. O complexo, inaugurado em 2022 após sete anos de reforma, é a perfeita tradução da filosofia “A Sense of Place” adotado pelo grupo hoteleiro, na qual os elementos de identidade e cultura local devem ser inseridos nos ambientes. Por isso, explorar o Rosewood São Paulo é uma viagem ao design, arte e costumes brasileiros.

A antiga maternidade Condessa Filomena Matarazzo, criada no início do século 20 e que estava em ruínas desde o fechamento no início dos anos 1990, é o ponto de partida do empreendimento de 30 mil metros quadrados. Liderado pelo empresário Alexandre Allard, e projetado por nomes internacionais importantes como o arquiteto vencedor do Prêmio Pritzker Jean Nouvel e o diretor artístico Philippe Starck, o Rosewood São Paulo é uma homenagem ao Brasil.
57 artistas e 450 obras
Do piso ao teto, a maioria dos materiais é de origem local e inspirados em nossa rica cultura. Espaços como paredes, piscinas e até os elevadores serviram de tela em branco para os 57 artistas locais convidados por Starck. O resultado é uma experiência imersiva e deslumbrante na cultura brasileira em uma coleção de mais de 450 obras.


Logo no lobby do hotel há uma tapeçaria inspirada na fauna e flora nacional concebida por Regina Silveira. Nos elevadores, uma coleção de gravuras de plantas híbridas de Walmor Corrêa decora as paredes. No quinto andar, folhas douradas, criadas por Laura Vinci, pendem do teto. Esses são apenas alguns exemplos da profusão de obras de arte que o Rosewood abriga.


Passado e futuro – Rosewood São Paulo
Os trabalhos, que vão da arte de rua à arte indígena, ocupam praticamente todos os ambientes do complexo. Para conceber suas obras, os artistas receberam apenas uma orientação: criatividade que respeita o passado, mas que aponta para o futuro. Assim, esculturas, pinturas, azulejos, desenhos, tecidos e tapetes contam diferentes histórias.
Só para citar mais algumas histórias contadas em forma de arte, vale destacar os azulejos pintados à mão inspirados na flora e fauna do Brasil, criados pela artista contemporânea brasileira Sandra Cinto, que revestem a piscina da cobertura e área do bar. Outro exemplo é o trabalho de Virgílio Neto, que concebeu uma série de desenhos originais no saguão da cobertura retratando histórias imaginárias do Conde Matarazzo.


E não para aí. O Rosewood São Paulo guarda muitos outros detalhes preciosos, que expressam o nível de cuidado desse projeto guiado pelo “Sense of Place”. Chama a atenção os violões assinados por Caetano Veloso e Gilberto Gil, que estão pendurados nas paredes do lobby e de 46 quartos do hotel, e as paredes de madeira do restaurante Blaise incrustadas com pedras verdes, cada uma feita de vidro elaborado por uma técnica de polimento de pedras vulcânicas brasileiras.


Como se não bastasse, nos 160 quartos e suítes, e 100 suítes privativas Rosewood, disponíveis para compra, o design combina uma fusão sofisticada do antigo e do novo por meio de elementos como as ricas madeiras brasileiras, paredes de jardins exuberantes e móveis finos. Nada está ali por acaso.
Além da antiga Maternidade Matarazzo, o complexo Rosewood São Paulo abrange mais duas jóias: a Mata Atlântica Tower, uma espécie de jardim vertical com mais de 250 árvores, também assinada por Nouvel e Allard, e a Capela Santa Luzia, que foi totalmente restaurada.
Mas admirar esse acervo enorme de arte brasileira não está restrito a quem se hospeda no hotel. Todas as obras estão catalogadas e detalhadas em um livro disponível para hóspedes e visitantes. E mais: o Rosewood São Paulo também oferece o Tour das Artes, uma visita guiada de quase duas horas pela propriedade, para conhecer as dependências do hotel, assim como a história dos artistas e das obras que estão expostas e o projeto de restauração.
De uma coisa é certo, quem explorar os 30 mil metros quadrados do seis estrelas, seja por fotos, seja pessoalmente, vai constatar o que seu diretor-gerente, Edouard Grosmangin, costuma pontuar: “não há luxo sem arte e cultura”.
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